150 anos de Alice no País das Maravilhas



   Julho foi um mês especial para o clássico Alice no País das Maravilhas. No último dia 4, a obra completou 150 anos de publicação, que renderam diversas edições e adaptações. Assim como muitas pessoas ao redor do mundo, eu também sou apaixonada pelas aventuras de Alice, e não podia deixar de fazer uma pequena homenagem a um de meus livros preferidos.

   Alice no País das Maravilhas foi escrito por Lewis Carroll, pseudônimo de Charles Lutwidge Dodgson e ilustrado por John Tenniel, e oficialmente publicado em 1865. A história é como um sonho, Alice passa por todo o tipo de situação absurda e fantástica, e têm diálogos malucos com os mais fascinantes personagens. Para quem não conhece, uma breve sinopse:

"Alice's Adventures in Wonderland" (frequentemente abreviado para "Alice in Wonderland") é a obra mais conhecida de Lewis Carroll (1832-1898), sendo considerada obra clássica da literatura inglesa. O livro conta a história de uma menina chamada Alice que cai em uma toca de coelho e vai parar num lugar fantástico povoado por criaturas peculiares e antropomórficas.
O livro faz brincadeiras e enigmas lógicos, o que contribuiu para sua popularidade. Carroll também faz alusões a poemas da era vitoriana e a alguns de seus conhecidos, o que torna a obra mais difícil de ser compreendida por leitores contemporâneos. É uma das obras escritas da literatura inglesa que tiveram mais adaptações na história do cinema, TV e teatro.



    No Brasil, a obra é publicada por várias editoras, como a Zahar, Cosac Naify, Martin Claret e L&PM Pocket. Algumas edições trazem tanto Alice no País das Maravilhas quanto Através do Espelho. Gosto muito de ambas as histórias, portanto recomendaria uma dessas edições, se tiverem a oportunidade.
   Meus dois exemplares (foto ao lado) são desse tipo. O primeiro é a edição comentada e ilustrada de 2000 da Zahar. As notas são de Martin Gardner, e são incríveis, pois explicam as passagens enigmáticas, a literatura citada ao longo do livro, costumes do século XIX, e falam sobre Carroll e as Lidell, as garotas que o inspiraram. As ilustrações são as originais de John Tenniel, mas em preto e branco. Meu outro exemplar é uma edição de colecionador da Barnes & Noble, de uma de suas coleções de clássicos. Ganhei de aniversário de uma amiga, um dos melhores presentes possíveis, pois a edição é uma obra de arte, além do fato de que ler no idioma original é mágico no caso de uma narrativa cheia de jogos de palavras e trocadilhos. O livro tem detalhes prateados, capa dura e as ilustrações originais coloridas.

Preços na Saraiva: R$71,90 e 49,90 respectivamente
   Em comemoração aos 150 anos de Alice, a Zahar lançou uma nova edição especial com as duas histórias, e WMF Martins Fontes lançou uma edição recontada.


    As adaptações para o cinema e TV também são muitas, datando desde 1903, quando foi produzido o primeiro filme de Alice, com duração de 10 minutos. Na imagem, o filme de 1933 (Paramount), a animação de 1951 (Disney), a minissérie/filme de 1985 e o filme dirigido por Tim Burton de 2010 (Disney).
    Existem muitas outras versões e também livros de Alice recontados para crianças, diversas formas de arte inspiradas na história.

    Sem dúvida, as aventuras de Alice no País das Maravilhas e Através do Espelho sempre acompanharão a mim - e a outros incontáveis leitores e gerações - durante anos e anos, quando estiver afim de ver e viver sonhos extraordinários.
   Deixe-me pensar: eu era a mesma quando me levantei esta manhã? Tenho uma ligeira lembrança de que me senti um bocadinho diferente. Mas, se não sou a mesma, a próxima pergunta é: 'Afinal de contas quem sou eu?' Ah, este é o grande enigma!
(...)
   "Quem é você?" perguntou a Lagarta.   Não era um começo de conversa muito animador. Alice respondeu, meio encabulada: "Eu... eu mal sei, Sir, neste exato momento... pelo menos sei quem eu era quando levantei esta manhã, mas acho que já passei por várias mudanças desde então."
Alice no País das Maravilhas, Lewis Carroll.