A Abadia de Northanger - Jane Austen

Olá!

Para começarmos maio com muita alegria e ótimas leituras, aqui está mais uma resenha de uma de minhas autoras preferidas: Jane Austen!



Sinopse:
Escrito quando Jane Austen era muito jovem e publicado postumamente em 1808, “A Abadia de Northanger” é sem dúvida uma comédia satírica que aborda questões humanas de maneira sutil, tendo como pano de fundo a cidade de Bath. O enredo gira em torno de Catherine Morland, que deixa a tranquila, e por vezes tediosa, vida na zona rural da Inglaterra para passar uma temporada na agitada e sofisticada Bath do final do século XVIII. Catherine é uma jovem ingênua, cheia de energia e leitora voraz de romances góticos. O livro faz uma espécie de paródia a esses romances, especialmente os escritos por Ann Radcliffe, Jane Austen faz um ótimo contraste entre realidade e imaginação, vida pacata e as situações sinistras e excitantes que os personagens de um romance podem viver.
Saraiva


Vou observar, mais uma vez, que amo essa edição da Martin Claret <3

Opinião:

Catherine Morland é uma jovem leitora de romances góticos, sonhadora e ingênua. É uma personagem que passa por um grande amadurecimento durante o romance, é quase inacreditável como isso acontece nas trezentas páginas do livro mesclado com o humor das críticas e descrições da autora, além da defesa ao gênero romântico e à mulher. Durante a narrativa, Jane Austen faz algumas pausas para ser referir à sua heroína comparando-a para as heroínas de romance convencionais. Em todas as minhas resenhas tenho repetido: a escrita dela é genial. Em todos os seus livros, este foi um aspecto impecável e por vezes o mais cativante. 
Quando Catherine vai passar uma temporada na agitada Bath com o sr. e a sra. Allen, sua vida finalmente tem a oportunidade de ganhar um pouco mais de emoção. Ela é toda animação para seus primeiros bailes, mesmo que públicos, e para a nova amizade que encontra em Isabella Thorpe. Mas o que mais lhe encanta é o rapaz que conheceu em um dos bailes: o sr. Tilney. Pela primeira vez em dezessete anos seu coração acelera por alguém, a cada encontro casual sua felicidade não pode ser maior, e a cada imprevisto desdobra-se em aflição. Ao mesmo tempo, Catherine é cortejada pelo desagradável irmão de Isabella, a quem tem de suportar em nome de sua amizade. Tudo é tão novo e tão maravilhoso a sua juventude que demora a perceber a mútua afeição entre Isabella e James, seu irmão mais velho, e, ao longo do tempo, as contradições no comportamento de sua amiga.
Quando o coração está mesmo cativo, sei muito bem como é indiferente a atenção de qualquer outra pessoa. Tudo o que não está relacionado com a pessoa amada é tão insípido, tão desinteressante! Entendo perfeitamente os seus sentimentos.
Não demora a se estreitar a amizade com Henry Tilney, principalmente através de sua irmã, Eleanor, e com isso, vêm também os conflitos entre os grupos de amigos. Quando um passeio marcado com os Tilney cai no dia em que é convidada pelos Thorpe, Catherine começa a dar mostras de seu caráter e coração de heroína. 
Havia boa dose de bom-senso nisso tudo; mas há situações da alma humana sobre as quais o bom-senso tem muito pouco poder.
A abadia de Northanger aparece na história quando a temporada em Bath está chegando ao fim, mas Catherine é convidada para passar mais um tempo com os irmãos e o general Tilney. Sua imaginação é atiçada só com a ideia de ser hóspede em uma abadia como lera nos livros. Aqui a crítica aos romances góticos fica muito clara. Em seus primeiros dias no local, a heroína sofre diversas desilusões devido a suas fantasiosas expectativas que contrastam com a realidade até o ponto de expô-la ao constrangimento. Entre uma decepção em outra, primeiro consigo mesma, depois com pessoas em quem confiara, Catherine aprende e amadurece muito. 
Não aprendeu a se esquecer do passado ou a dele se desculpar; mas aprendeu a ter esperança de que ele nunca mais voltasse a transpirar.
Sendo o último livro para completar minha coleção da Jane Austen, foi também o que menos gostei, mesmo tendo apreciado a obra. Não sei explicar, mas é como se eu não tivesse sido "arrebatada" para o ambiente e para época do mesmo modo que aconteceu com os outros livros. Mesmo assim, valeu a pena. 
Ali viera para ser feliz, e feliz já se sentia.
Em breve terminarei um post só sobre a Jane Austen para falar um pouco mais sobre os livros que mais gostei e sobre a própria autora. E escreverei a resenha de Persuasão, que já li há alguns meses mas acabei deixando para depois. Não tenho dúvida que logo terei de reler alguma dessas maravilhosas obras, porque me afeiçoei muito tanto à escrita quanto aos personagens dessa autora clássica e incrível.

Nota: 8,0



Ficha técnica:


Título: A Abadia de Northanger

Autora: Jane Austen

Editora: Martin Claret - Coleção Jane Austen Vol. 5

Nº de págs.: 301

Adaptações para TV: Northanger Abbey - filme de 1986 da BBC; Northanger Abbey - filme de 2007 com Felicity Jones e J. J. Feild dirigido por Jon Jones para ITV.

Leia também minhas resenhas para Emma, Razão e Sensibilidade, Orgulho e Preconceito e Mansfield Park, da mesma autora, aqui.

O que vocês acham do livro ou da autora? Garanto que, se você não conhece e é fã dos clássicos ou romances, Jane Austen é leitura obrigatória ;)

Deixem suas opiniões também sobre a resenha nos comentários! 

Bia.

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