Perspectivas de 2014

Polaroid do 1989, Taylor Swift

 Para o Brasil, 2014 não foi um ano para ser lembrado com futuras saudades, orgulho ou mesmo alegria, principalmente no que se refere à política (embora a corrupção permaneça infelizmente constante ano após ano, apenas se renovando com novos escândalos) e à economia. A consequência dos desperdícios de água se revela e em muitas cidades há racionamento, enquanto a chuva é agora mais bem vinda do que nunca em São Paulo. Até no futebol nos decepcionamos, com uma épica derrota de 7x1 nas semifinais da Copa do Mundo que sediamos.
 Aliás, ao redor de todo o mundo esse não foi um ano positivamente memorável. As guerras e conflitos continuam, o surto do ebola se espalha pela África, tragédias ocorrem o tempo todo em todo lugar (não que isso seja outra novidade). Também houve coisas boas, mas em geral muitos dizem que esse foi um ano para ser esquecido, pelo menos do ponto de vista mais abrangente do nosso planeta e da nossa sociedade. Se bem que, desse ponto de vista, nunca faltem desgraças em tempo algum.

 Bem, e o que dizer da minha realidade, muito menos abrangente e felizmente menos terrível - embora para outros, seja ainda pior -, que chamam de vida pessoal?

 Nenhuma palavra é tão completa ao ponto de descrever tudo o que vivi esse ano. Vivi: esse é um verbo bom o bastante para englobar outros tais como senti, aprendi, pensei, etc.. Precisei me adaptar a uma mudança que eu nunca esperara que fosse tão difícil: aprender a ficar constantemente sem amigas que tive por anos em meu dia-a-dia; que a ausência é dolorosamente silenciosa. Nada, nem as matérias novas ou horas a mais de estudo exigidas pelo Ensino Médio, foi mais difícil que me acostumar a essa ausência e à saudade que trouxe com ela. Mas ela também me deu a oportunidade de conhecer pessoas novas a quem já amo e a quem agradeço pelos ótimos momentos e lembranças que levo desse ano. Assim, conservo as mais antigas (e eternas) amizades e eternizo as novas. Também acredito que nunca tive tantos professores tão bons ao mesmo tempo que eu além de respeitar, amasse quase tanto quanto meus amigos.
 Quando tudo parecia mais estável nessa parte da minha vida, lá veio uma surpresa, pior que tudo. Vi meu pequeno primo ficar uma semana no hospital e agora o vejo passar pelo tratamento, desejando que passe logo, pois sei que no fim ele será tão saudável quanto antes, que Deus cuida dele. Você não entende todo o peso da palavra leucemia até estar perto dela.
 Foram muitos outros os aprendizados que 2014 me trouxe, um ano em que minha vida foi uma montanha-russa com altos e baixos e vários loopings. A vida é assim, na verdade. Mas sou grata a Deus por estar comigo em todos esses momentos, por me ensinar com cada dificuldade e cuidar da minha felicidade. Obrigada, Senhor, por mais um ano!

We <3 It
 E para 2015, o que eu espero? Quero ser melhor em todos os aspectos. Aproveitar cada momento, cada matéria da escola, cada aula, cada pessoa amada. Ser mais dedicada aos meus talentos, aos meus amigos, a Deus, ao blog, tanto o quanto for possível. Administrar melhor meu tempo. Pensar menos no passado. Ser - como sempre - feliz em qualquer ocasião. Começar a decidir o que quero fazer na faculdade... Ciências Exatas, Biológicas, Engenharia Ambiental, o que eu quero? Daqui a seis dias, faço 16 anos, e mal posso acreditar que tanto tempo já se passou.
 Que esse ano será melhor tenho certeza, se Deus quiser. Estou segura com Ele.

 Espero que vocês, leitores do blog, acompanhem-me em 2015! Amo vocês!

 Beijos, Bia!


 P.S.: estarei viajando nas próximas duas semanas, vou tentar postar algo nesse meio tempo!
 P. P. S.: coloquei fotos das polaroids do 1989 porque 2014 foi considerado o ano da Taylor Swift, já que ela salvou a indústria musical e lançou um novo álbum incrível (feliz por ser swiftie), e também porque de certa forma ela faz bastante parte da minha vida com sua música. E simplesmente porque amo essas polaroids, principalmente as que tem trechos de músicas com que me identifico ;)