A Ilha de Bowen - César Mallorquí

Ficção científica no estilo Júlio Verne, aventura, mistério e humor em um livro só. Li e adorei A Ilha de Bowen, e aqui está a resenha!
O livro já ganhou o Prêmio Nacional de Literatura Infantil e Juvenil 2013 da Espanha e o
Prêmio Edebé de Literatura Juvenil 2012 da Espanha.
Espero que vocês gostem tanto quanto eu!


Sinopse:
Tudo começou com o assassinato do marinheiro Jeremiah Perkins, em um pequeno porto norueguês, e com um pequeno pacote, que ele enviou para Lady Elisabeth Faraday. Mas talvez a história tenha começado quando estranhas relíquias foram descobertas em uma antiga cripta medieval. Foi por causa disso que o mal‑humorado professor Ulisses Zarco resolveu embarcar em uma aventura a bordo do Saint Michel, enfrentando inúmeros perigos e o terrível mistério que envolvia a Ilha de Bowen.
Skoob
 
Opinião:
Desde que postei sobre o lançamento desse livro (link) ele me chamou a atenção pela capa e sinopse que prometia um mistério e uma grande aventura. Mais tarde, com o livro em mãos achei-o ainda mais lindo e interessante, pois o autor se inspirara em Júlio Verne, Arthur Conan Doyle, entre outros mestres da literatura. Mas o melhor de tudo é que depois de lido, não decepcionou!
A narrativa se alterna entre terceira pessoa onisciente e registros pessoais do diário de um dos personagens, Samuel Durango, novo fotógrafo da SIGMA, a "Sociedade de Pesquisas Geográficas, Meteorológicas e Astronômicas". A história se inicia quando Elizabeth Faraday e sua filha, Katherine, procuram o professor Ulisses Zarco, da SIGMA, pedindo ajuda para encontrar John Foggart, arqueólogo e marido de Elizabeth, que a um ano partira para uma expedição próxima à Noruega após a descoberta da cripta de São Bowen, na Inglaterra. O mais estranho são os fragmentos de metais puros que John enviou para análise, fenômeno impossível na natureza, tanto que acaba por convencer o professor a organizar uma expedição rumo à Ilha de Bowen, onde é mais provável que John esteja, depois da coleta de algumas pistas. Além disso, Alexander Ardán, um rico proprietário de empresas de mineração, também está atrás de John, pois acredita que o que ele encontrou é valioso. E é assim que se inicia uma aventura incrível de resgate, que se passa principalmente em navegação, a bordo do Saint Michel, sob comando do capitão Verne, tendo um navio de Ardán em sua cola.
Sobre a tripulação, composta pelas principais personagens, destaca-se o professor Zarco. Sua personalidade é forte e a mais complexa apresentada na história, o que faz dele uma personagem incrível. Possui um senso de humor ácido e sarcástico, é muito machista - o que o faz implicar com a sra. Faraday e sua filha, que insistem em participar da expedição, até o final do livro -, grosso, corajoso, inteligente, teimoso, e finalmente justo e bondoso por trás de toda a fachada de indiferença. Admito, foi ele quem mais me divertiu na leitura. Quanto aos outros, muito menos complexos: Samuel é muito gentil e dedicado, com certeza, mas devido a todas as dificuldades que passou na vida acaba construindo barreiras a seu redor, e vive mais com seus próprios pensamentos; Katherine é a pior e muitas vezes me irritou por, apesar de ter vinte e um anos parecer uma adolescente teimosa, apesar de ser corajosa; já sua mãe, Elizabeth é mais forte, uma mulher decidida, muito inteligente, valente e leal; o capitão Verne e Adrián Cairo, assim como os outros amigos de Zarco, são ótimos e apesar de secundários são essenciais na história e a deixam equilibrada, por assim dizer, quando apartam as discussões entre o professor e Elizabeth e tomam decisões mais prudentes.
Até o fim, os tripulantes vão seguindo as pistas para refazer o caminho de John e encontrá-lo. A curiosidade só aumenta até eles chegarem a seu destino, pois suas descobertas são cada vez mais estranhas e inusitadas. A última parte revela toda a parte da ficção científica, e deixa muitas perguntas em aberto, nas mãos da imaginação do leitor. O final de alguns personagens, de um em especial, não me agradou, mas foi necessário para outras coisas acontecerem, então acabei me conformando.
A escrita do autor é envolvente, mas achei alguns adjetivos deslocados ou desnecessários. É uma questão mais pessoal, na verdade.
Enfim, é um livro que vale muito a pena e a edição da Biruta é ótima e linda. Recomendo especialmente para os fãs do Júlio Verne (confesso que em minhas suposições no meio do livro já estava achando que os personagens encontrariam uma passagem para o centro da Terra XD).

Nota: 8,5

Ficha técnica:

Título: A Ilha de Bowen

Autor: César Mallorquí

Editora: Biruta

Nº de págs.: 524

Faixa etária: a partir de 14 anos

Comentário final: leiam!


4 comentários:

  1. Quero muito ler, desde que o vi na postagem de lançamento aqui no blog! As edições da Biruta são muito lindas e saber que esse livro tem o estilo de Júlio Verne me deu mais vontade ainda de ler!

    Bjs, Raquel.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Garanto que vc não vai se arrepender! Bjs!

      Excluir
  2. Olá

    Também gostei bastante do livro, principalmente por conta das referências e homenagens que o sr. Mallorquí fez pelo texto. Achei sua escrita bastante interessante e amei o desfecho, acho que tudo foi muito bem amarrado e explicado na medida do possível. Também curti muito o texto final do autor falando sobre suas inspirações e etc. Parabéns pela resenha.

    Abraço!
    www.umomt.com

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Gostei bastante desses aspectos também, o autor fez um lindo texto em relação à suas inspirações.

      Obrigada!

      Excluir

Atenção:
Comentários com palavras inadequadas ou ofensivas serão deletadas.

© Minhas Leituras - 2010-2017. Todos os direitos reservados. Blog e layout por Beatriz Teixeira. Desenho do cabeçalho: Gisele Dias.

Tecnologia do Blogger.
imagem-logo