Como a felicidade me encontrou



Acordei com a luz do sol na janela, um despertar belo e tranquilo. Da janela do banheiro já era possível contemplar o claro céu azul às seis horas da manhã. Era o amanhecer de mais um dia lindo, como vinham sendo todos desde a última segunda-feira. Tudo indicava que dali a poucas horas começaria a fazer calor, mas isso não me desanimava. Minha preferência será sempre pelos dias quentes e ensolarados, quando parece que a própria natureza sorri.
Foi uma longa quinta-feira, como todas as minhas outras quintas e segundas, porém as aulas e provas do dia não o tornaram desagradável. Ele passou flutuando, dançando, vestido de raios de sol, refletindo minha felicidade. Felicidade, era ela o motivo de tanta beleza ao longo de todos esses dias.
Durante esse breve período de tempo, pensei comigo mesmo de onde vinha e por quê tanta felicidade. Sentia essa sensação maravilhosa de estar animada para tudo, disposta a cumprir todas as obrigações, de ter vontade de VIVER! E assim, refletindo, cheguei à conclusão: felicidade não precisa de motivo ou justificativa, ela é o motivo de vermos o lado bom de tudo. Isso porque ela parte de dentro para fora, e não o contrário. Tal sentimento não devia me surpreender, não a mim, que sempre fui tão feliz, mas fazia um tempo que eu não percebia em meu ser essa alegria genuína e singela, de força tão intensa que não é passageira em um dia ou dois. Perguntei a uma amiga, na segunda, qual seria o motivo dessa felicidade, e ela respondeu algo do tipo "Não sei, mas você parece ser feliz sempre." Uau, foram muitas as vezes nesse ano em que não me senti assim! Mas de qualquer forma nunca deixei-me ser dominada pela tristeza, ela não combina comigo, não cabe aqui. Anne Frank, que nunca me canso de citar, escreveu “Quem for feliz, torne também feliz os outros. Quem tem coragem e fé nunca perecerá na miséria.” Beatriz significa "aquela que traz felicidade para todos". Tenho prazer em honrar meu nome.
A verdade é que, como escrevi anteriormente, quando estamos felizes somos capazes de avaliar o lado bom das coisas, fazemos o "jogo do contente", como Pollyanna. Afinal, o que há de melhor do que acordar e ver o brilho do céu azul logo de manhã? Podemos nos regozijar com tudo o que temos, ver que há beleza em amar mesmo sem ser correspondido, ter a alegria de viver um dia de cada vez! Isso não ser sonhador demais, é ser realista de um jeito bom.
Durante essa semana, nada ocorreu de grandioso, porém as pequenas coisas foram especiais. Eu ri, almocei com minhas melhores amigas e passei as manhãs ao lado de outros amigos. Terminei um bom livro. Lembrei-me daquela frase que me inspira, de Carlos Drummond de Andrade: "Ser feliz sem motivo é a mais autêntica forma de felicidade". Tive inspiração para escrever esse texto. Vivi.
A felicidade entrou pelas frestas da janela do meu quarto com os primeiros raios de luz da manhã, acomodou-se em mim e não pretende ir embora enquanto houver um céu azul sobre nossas cabeças, esteja ele claro ou vestido de nuvens.

“Muitas vezes me acontece de brincar o jogo do contente sem pensar. A gente fica tão acostumada que brinca sem saber. Em tudo há sempre alguma coisa capaz de deixar a gente alegre; a questão é só descobri-la.” – Pollyanna

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