Lançamentos das Editoras Biruta e Gaivota!

Olá!

Hoje vim dar mais algumas dicas de leitura: os lançamentos mais recentes da Editora Biruta. Estes são mais voltados para o público infantil, um ótimo incentivo para as crianças, que quanto antes forem apresentadas aos livros, melhor, não acham? Então, se você tem filhos ou irmãos mais novos, vale a pena conferir esses lançamentos. E se não tem, nada impede que eles lhe despertem interesse, pois eu mesma amo de coração vários livros desse gênero. Afinal, para lê-los não há idade!
Vamos lá?

Primavera
Editora Biruta
Autor: Oskar Luts
Tradutor: Paulo Chagas de Souza
Ilustrador: Sandra Jávera
Nº de págs.: 432
Faixa etária: a partir de 10 anos
Sinopse:
Em uma cidade do interior da Estônia, Arno Tali e seus amigos farão incríveis descobertas enquanto aguardam a chegada da estação mais esperada do ano: a Primavera.
Entre aulas de matemática, histórias de terror, festas de batizado e batalhas de bolas de neve, o livro contará o dia a dia desses meninos e meninas que levam um estilo de vida simples (e muito divertido!).  
A narrativa, sensível e detalhada, se passa em um colégio paroquial e traz vários aspectos da cultura estoniana e das influências herdadas da cultura russa, como lendas populares, músicas, a língua e o modo de vida no campo, no início do século XX.  A tradução da obra para o português foi feita diretamente do idioma estoniano, o que enriqueceu ainda mais os aspectos culturais de Primavera, bem como as ilustrações, em preto e branco, que caracterizam o estilo rural da época da narrativa.
Apesar de ser uma história temporal, as crianças de hoje em dia conseguem facilmente criar relações com os personagens, mediante o contato entre os jovens, as brincadeiras e travessuras, as relações familiares e as semelhanças das dificuldades em crescer. Por isso, este é considerado um romance universal, abrangendo temas de todas as culturas.
Primavera é um clássico da literatura estoniana e é comparado a Charles Dickens (Oliver Twist) e Mark Twain (As Aventuras de Tom Sawyer).

Esse livro despertou meu interesse pela capa, sinopse e por ser comparado ao clássico As Aventuras de Tom Sawyer, que é um daqueles livros que trago no coração! Fiz até uma resenha aqui no blog em 2011 (!), meio mal feita, já que na época eu estava começando a resenhar, e já fazia muito tempo que eu lera Tom Sawyer.

A Camisa Amarela da Seleção Brasileira
Editora Gaivota
Autores: Gilson Yoshioka e Myriam Chinalli
Ilustrador: Rafael Antón
Nº de págs.: 44
Faixa etária: a partir de 8 anos
Sinopse:
O personagem dessa história é Marcelo: brasileiro, descendente de japoneses e, como grande parte da população brasileira, é também um apaixonado por futebol. Vivia uma infância comum e tranquila, até o dia em que virou piada entre os colegas por usar uma camisa amarela da seleção brasileira. Desde então, passou a ser visto como um garoto sem identidade “que torce pelo time de outro país”. Mas, ao invés de se deixar abater, o garoto foi atrás de suas raízes para tentar entender o motivo da gozação dos colegas.
Nessa busca, Marcelo acaba descobrindo a importância de respeitar a diversidade das raças e culturas do povo brasileiro. Além disso, seu amor pelo futebol o transforma em um craque das quadras e campos, conquistando o público com suas habilidades. Após concluir o ensino médio, decide cursar jornalismo e, finalmente, realiza o sonho de se tornar um cronista esportivo, aproveitando a oportunidade para homenagear a seleção brasileira em sua primeira crônica.
De maneira simples, os autores tratam de temas como a imigração japonesa e sua cultura inserida no Brasil, relações familiares, preconceito racial, bullying e a importância de não abandonar os sonhos.
Em pleno cenário de Copa do Mundo, Gílson Yoshioka e Myriam Chinalli prendem a atenção do leitor com uma escrita que provoca reflexões profundas a respeito do comportamento dos brasileiros em relação aos imigrantes. As ilustrações de Rafael Antón completam a obra literária promovendo sensibilidade e identidade, assim como o projeto gráfico que remete aos símbolos do futebol e à bandeira brasileira, representada nas cores azul e amarela.
 
O prefácio de Tostão, eterno craque da seleção brasileira e campeão mundial na Copa do Mundo de 1970, presenteia a obra, ressaltando a sensibilidade da linguagem utilizada e a exposição tão sincera da temática.

A Copa do Mundo 2014 pode ter terminado (Alemanha mereceu muito esse título! Mas isso não vem ao caso...), mas a paixão nacional pelo futebol não acaba nunca, assim como a generosidade dos brasileiros em receber turistas e imigrantes. O interessante de A Camisa Amarela da Seleção Brasileira é que os autores juntaram esses assuntos e muitos outros em um único livro!

O Dia Em Que B Apareceu
Editora Biruta
Autora: Milu Leite
Ilustrador: Sergio Magno
Nº de págs.: 108
Faixa etária: a partir de 9 anos
Sinopse:
Bernardo, um adolescente superdotado, vive as descobertas e os conflitos de alguém que não encontra lugar em seu meio e se refugia na literatura, escrevendo uma história cujos personagens são inspirados em um grupo de jovens que ele observa da janela de seu apartamento. Em O dia em que b apareceu, a escritora e jornalista Milu Leite traz uma novela policial que lança mão da metalinguagem para falar da forma como uma obra pode ser escrita: em duas narrativas que ocorrem simultaneamente.
 
Seu primeiro grande achado é utilizar os mesmos personagens de O dia em que Felipe sumiu, seu livro anterior, agraciado em 2006 com o Prêmio Jabuti na categoria Juvenil (3º lugar), uma história escrita por Bernardo (o mencionado b do título), agora sob a óptica de um autor-narrador-personagem revelado em sua intimidade. A história contada por b gira em torno da investigação empreendida pelos amigos Dora, Hipotenusa, Farelo, Felipe e do cachorro Tobias, a fim de elucidar o desaparecimento de um músico famoso na década de 70.
 
Com habilidade, Milu vai costurando as duas narrativas, que não escapam do desafio de compor um painel muito particular da vida de um garoto e sua obra, propondo um instigante questionamento dos limites entre ficção e realidade, verdade e mentira, solidão e inclusão. As tipografias em cores diferentes facilitam o entendimento das sequências, bem como as ilustrações recortadas e bastante vivas de Sergio Magno que conversam muito bem com a trama, num tom bem-humorado.

O que me chamou atenção na sinopse foi o personagem principal, o B, e o fato de ser um livro policial, gênero de que gosto muito. Quero ler!
Lembrando que O Dia em que Felipe Sumiu, livro anterior da autora, com os mesmos personagens, será relançado pela Biruta em breve!

 O Que eu Vi Por Aí
 Editora Biruta
Autor: Cyro de Mattos
Ilustrador: Marta Ignerska
Nº de págs.: 44
Faixa etária: a partir de 8 anos
Sinopse:
“Aí, eu vi o sol que acordava lá onde o céu faz uma curva. Abria seu olho enorme para ver se ainda restavam algumas sombras da noite nos passos da madrugada”.
Essa é a história de uma criança sonhadora passeando pelo mundo. Aquilo que seus olhos enxergam pode se transformar em um cenário magnífico, onde as ondas do mar são leões com jubas brancas e os raios de sol são as pernas finas e compridas de uma aranha dourada.
Em O que eu vi por aí, indicado para crianças a partir de 8 anos, o autor Cyro de Mattos aproxima os pequenos (e grandes) leitores de um universo mágico e divertido, com direito às ilustrações vivas e coloridas da polonesa Marta Ignerska. Cada página traz um novo ângulo de visão, onde o texto se mistura com a arte e conduz o leitor como se fosse o guia de um city tour.
Essa tal de criança sonhadora da qual a história se trata me lembra muito eu mesma, que sempre fui uma criança sonhadora! Inventando histórias, passeando entre as páginas de um livro, usando a imaginação... Sabe de uma coisa?, ainda sou uma criança!



Gostaram dos lançamentos? Presenteiem as crianças com um livro! Ou a si mesmo ;)