Análise: Auto da Barca do Inferno - Gil Vicente

Olá, meus lindos!

Hoje eu fiz o meu trabalho de Literatura sobre o Auto da Barca do Inferno, que é uma obra clássica do Humanismo que a gente tem de estudar na escola. Não que eu ache um tema realmente interessante para postar, mas resolvi mostrar meu trabalho a vocês assim mesmo, porque se alguém precisar de ajuda com esse tema na escola, quem sabe ele seja de alguma utilidade?


Análise: Auto da Barca do Inferno – Gil Vicente

O Auto da Barca do Inferno é uma das peças da Trilogia das Barcas, escrita por Gil Vicente no início do século XVI e representada pela primeira vez em 1517. É uma obra do Humanismo, período em que se destaca o antropocentrismo, ou seja, a valorização do ser humano e os valores morais.
A obra, sendo um auto de moralidade, faz uma crítica satírica a alguns aspectos da sociedade da época, incluindo características do caráter humano, e à Igreja Católica. Gil Vicente utiliza sarcasmo e humor para apontar as diversas falhas do caráter humano, que são representadas por diferentes personagens.
A peça é marcada pela religião católica, baseando-se no princípio da ida ao Céu ou inferno após a morte. Existem duas barcas: uma dirigida pelo Anjo, que leva ao Paraíso, e outra dirigida pelo Diabo, que leva ao inferno. Ao longo do texto, surgem diversas personagens que vão sendo julgadas principalmente pelo Diabo e levadas a entrar em uma das duas barcas. De todas as personagens apresentadas, apenas vão para o Céu o Parvo (bobo da corte), por seu modo de vida simples e humilde, e os Quatro Cavaleiros, por terem participado de uma Cruzada, matando os hereges em nome de Deus, embora a ida desses últimos também seja uma ironia, já que eles só vão para o Céu porque são protegidos pela Igreja. As demais personagens são condenadas à barca do inferno, até mesmo o Fidalgo, que por seu status social achava-se digno do Céu mas fora arrogante e egoísta em sua vida, e o Frade que acreditava merecer o Céu por ter feito parte da Igreja, apesar de levar consigo uma amante e ter tido hábitos mundanos.
São utilizados, ainda, elementos da mitologia grega em alguns trechos da peça. Por exemplo, algumas vezes o Diabo é comparado a Caronte, o barqueiro que na mitologia grega transportava as almas desse mundo para o mundo dos mortos, em troca de uma certa quantia em dinheiro.
O Auto da Barca do Inferno possui apenas um ato e foi escrita principalmente em versos redondilhos. Gil Vicente utilizou uma linguagem variada entre as personagens, desde simples ou vulgar até elegante e erudita. Também utilizou-se, além do português, do espanhol e do latim em algumas passagens.
Essa obra é uma das mais famosas do Humanismo, assim como as outras peças de Gil Vicente.

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