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Abstração

Pensar às vezes é falar com Alguém numa conversa imaginária.
Somos dois personagens ao fundo da perspectiva de uma pintura, posicionados vagamente em algum lugar meio poético para complementar o todo. Talvez nem tenhamos algum rosto mais preciso do que uma pincelada. Mas isso não importa, aqui não somos reais.
Falo sobre algo que pensei, faço um discurso, minha boca como uma máquina de escrever, minhas palavras fluindo como se eu escrevesse. Ao meu lado, Alguém está interessado, olha para mim, para as palavras que brotam dos meus lábios, agarra-as no ar e as observa com interesse. Quando me calo, Alguém guarda algumas delas, troca outras de lugar e me oferece, enquanto novas palavras fluem de si. Está respondendo, e por tempo indeterminado essas palavras dançam ao nosso redor enquanto conversamos sobre qualquer coisa muito profunda, simples, pessoal, universal. (A música que me lembra aquele filme cujo nome não me lembro agora, o acontecimento trivial que me fez um pouco mais feliz, …

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